Dr. Carlos Arthur Athayde
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Mapeamento corporal2 min de leitura

Quem precisa fazer mapeamento corporal todo ano

Histórico familiar, número de pintas e fototipo ajudam a definir de quanto em quanto tempo repetir o exame.

CADr. Carlos Arthur AthaydeCRM RJ: 52.101.999-6

O mapeamento corporal total com dermatoscopia digital fotografa toda a superfície da pele e amplia cada lesão em alta resolução. As imagens ficam arquivadas e viram a régua de comparação das consultas seguintes.

É essa comparação — e não uma única foto isolada — que dá ao exame o seu valor. Uma pinta fotografada hoje só diz muito quando colocada ao lado da mesma pinta de um ano atrás.

Para quem o exame costuma ser indicado

A decisão é sempre individual e feita na consulta, mas alguns perfis aparecem com mais frequência:

  • Quem tem muitas pintas. Acima de mais ou menos 50 lesões, acompanhar tudo a olho nu e de memória deixa de ser realista.
  • Histórico familiar de melanoma, sobretudo em parentes de primeiro grau.
  • Histórico pessoal de câncer de pele, mesmo já tratado.
  • Pele clara, olhos e cabelos claros, que se queima com facilidade e bronzeia pouco.
  • Queimaduras solares importantes na infância ou uso de câmaras de bronzeamento.
  • Pacientes imunossuprimidos, incluindo transplantados.
  • Síndrome do nevo displásico ou pintas atípicas já identificadas.

De quanto em quanto tempo repetir

Não existe um intervalo único que sirva para todo mundo. O que define a frequência é o risco somado de cada pessoa.

Na prática, o acompanhamento anual costuma dar conta da maioria dos casos de risco aumentado. Intervalos mais curtos, de seis meses, tendem a ser reservados para quem tem risco mais alto ou lesões em observação. E quem não tem fator de risco nenhum pode precisar apenas da avaliação clínica de rotina, sem mapeamento.

Quem define isso é o dermatologista, depois de examinar a sua pele e conhecer o seu histórico.

Como é o exame

É indolor, não invasivo e não usa radiação. São duas etapas:

  1. Fotografia corporal total, que registra a distribuição das lesões em várias posições padronizadas.
  2. Dermatoscopia digital, que amplia lesão por lesão e revela estruturas invisíveis a olho nu.

Ao final, você recebe um laudo com o mapa das lesões, a conduta indicada e o prazo sugerido para o retorno.

O que o exame não faz

Ele não elimina a necessidade de você observar a própria pele entre uma consulta e outra. Qualquer lesão nova ou que mudou merece avaliação antes do retorno agendado — não espere o próximo mapeamento.

A vantagem do mapeamento não está em uma imagem bonita. Está no arquivo: é a comparação ao longo dos anos que permite identificar um melanoma quando ele ainda é fino e o tratamento é simples.

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