O mapeamento corporal total com dermatoscopia digital fotografa toda a superfície da pele e amplia cada lesão em alta resolução. As imagens ficam arquivadas e viram a régua de comparação das consultas seguintes.
É essa comparação — e não uma única foto isolada — que dá ao exame o seu valor. Uma pinta fotografada hoje só diz muito quando colocada ao lado da mesma pinta de um ano atrás.
Para quem o exame costuma ser indicado
A decisão é sempre individual e feita na consulta, mas alguns perfis aparecem com mais frequência:
- Quem tem muitas pintas. Acima de mais ou menos 50 lesões, acompanhar tudo a olho nu e de memória deixa de ser realista.
- Histórico familiar de melanoma, sobretudo em parentes de primeiro grau.
- Histórico pessoal de câncer de pele, mesmo já tratado.
- Pele clara, olhos e cabelos claros, que se queima com facilidade e bronzeia pouco.
- Queimaduras solares importantes na infância ou uso de câmaras de bronzeamento.
- Pacientes imunossuprimidos, incluindo transplantados.
- Síndrome do nevo displásico ou pintas atípicas já identificadas.
De quanto em quanto tempo repetir
Não existe um intervalo único que sirva para todo mundo. O que define a frequência é o risco somado de cada pessoa.
Na prática, o acompanhamento anual costuma dar conta da maioria dos casos de risco aumentado. Intervalos mais curtos, de seis meses, tendem a ser reservados para quem tem risco mais alto ou lesões em observação. E quem não tem fator de risco nenhum pode precisar apenas da avaliação clínica de rotina, sem mapeamento.
Quem define isso é o dermatologista, depois de examinar a sua pele e conhecer o seu histórico.
Como é o exame
É indolor, não invasivo e não usa radiação. São duas etapas:
- Fotografia corporal total, que registra a distribuição das lesões em várias posições padronizadas.
- Dermatoscopia digital, que amplia lesão por lesão e revela estruturas invisíveis a olho nu.
Ao final, você recebe um laudo com o mapa das lesões, a conduta indicada e o prazo sugerido para o retorno.
O que o exame não faz
Ele não elimina a necessidade de você observar a própria pele entre uma consulta e outra. Qualquer lesão nova ou que mudou merece avaliação antes do retorno agendado — não espere o próximo mapeamento.
A vantagem do mapeamento não está em uma imagem bonita. Está no arquivo: é a comparação ao longo dos anos que permite identificar um melanoma quando ele ainda é fino e o tratamento é simples.


